De Brasília, Vane não gostou do valor aprovado pelo Conselho para tarifa de ônibus

O prefeito Claudevane Moreira Leite estava em Brasília quando recebeu a notícia sobre o valor aprovado, de R$2,50, para a tarifa de ônibus. Em tempo informou aos representantes das empresas de ônibus que operam em Itabuna que não vai conceder o aumento pleiteado pelos empresários. O prefeito tem até o fim do mês para oficializar o possível reajuste.

Vane também afirmou que acha alto o valor definido pelo Conselho Municipal de Transporte Público. As empresas pediram aumento da tarifa de R$ 2,20 para R$ 2,70 e o Conselho, formado por representantes de entidades comunitárias e entidades de classe, votou por uma passagem de R$ 2,50, ou 13,63% a mais que a tarifa atual.

O prefeito adiantou que a administração estuda a possibilidade de autorizar o valor de R$ 2,40 para a passagem, considerando que o último reajuste ocorreu em 2011 e há um aumento real nos custos operacionais das empresas, inclusive nos salários dos empregados do setor.

“Para definirmos o reajuste as empresas terão que concordar com algumas condicionantes. Em primeiro lugar definimos um prazo para a renovação da frota, encurtamento e cumprimento dos horários e qualificação na atenção ao usuário”, disse o prefeito, informando que as empresas terão o prazo de um ano para melhorar a qualidade do serviço.

Uma parte das exigências já foi cumprida: as duas empresas colocaram dez novos ônibus na frota. Vane explica que isso ainda é pouco: “Mesmo com esses novos ônibus a idade da frota ainda deixa a desejar, o serviço deve melhorar continuamente”.

No próximo ano vence o contrato de concessão e o prefeito afirma que a administração não terá dúvida na hora de decidir. “Em primeiro lugar está o usuário, o trabalhador que precisa do serviço; se as empresas que operam na cidade não estiverem de acordo com as exigências, não hesitaremos em realizar concorrência pública para a escolha de novas empresas”.

Vane diz que as exigências apresentadas não representam perseguição às empresas, mas respeito à população: “Toda negociação da administração com o setor é fraterna e respeitosa. Ouvimos as empresas e levamos em conta suas reivindicações, mas a prioridade será sempre levar em conta os direitos da população”, disse o prefeito.

O OUTRO LADO

As empresas Rio Cachoeira e São Miguel alegaram que somente a tarifa de R$ 2,70 cobriria os custos para a quantidade de passageiros transportados e que efetivamente pagam passagem. Segundo a planilha apresentada pelos empresários, mensalmente 1.452.173 passageiros usam os ônibus das duas empresas, mas apenas 1.066.125 equivalem a passagem inteira. A gratuidade alcança 317.322 passageiros/mês, enquanto que 137.453 pagam meia passagem e 997.398 pagam tarifa cheia de R$ 2,20.

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