Prefeitura estuda solução viável para Shopping Popular

Ao assumir a Prefeitura de Itabuna, o prefeito Fernando Gomes determinou que equipes técnicas das Secretarias de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e de Sustentabilidade Econômica e Meio Ambiente atuassem em busca de uma solução viável para conclusão segura e definitiva do Shopping Popular. Após inúmeras inspeções que incluíram a contratação de empresa especializada em análise estrutural, a prefeitura acionou o Ministério Público para que a empresa Status e a gestão passada sejam responsabilizadas pelo dinheiro gasto no empreendimento inacabado.

O Secretário Patrick Olbera Monteiro, titular da Sedur, informa que a prefeitura obteve o laudo técnico pericial da obra em que foi constatado erro de projeto e de execução e que, a partir dessa informação, o prefeito Fernando Gomes determinou que o procurador geral do município, Luiz Fernando Guarnieri, acionasse o MP para que sejam apuradas as irregularidades que cercam esta obra. “Ficamos muito triste em falar do Shopping Popular, por ter sido um grande desperdício de dinheiro público da gestão passada que pagou cerca de R$ 2 milhões à construtora antes da entrega da obra”.

O secretário conta ainda que o Prefeito Fernando Gomes está analisando todas as possibilidades referentes à continuidade da execução do Shopping Popular e não vem medindo esforços para viabilizar um desfecho positivo para a população de Itabuna. Segundo Patrick, o laudo apresenta duas possibilidades: uma que envolve a demolição da estrutura existente; e outra que possibilita a retomada das obras do empreendimento a partir da implementação de mais recursos. “Já existe a viabilidade de um projeto estrutural para recuperação e a gestão está avaliando, porém essa intervenção pode demandar um custo um pouco alto já que será preciso reparar os erros que são muitos”.

Dentre as irregularidades encontradas no projeto e na estrutura do Shopping Popular, estão as ferragens que são menores do que a indicada para o porte da obra, além da constatação da utilização de material de baixa qualidade, a exemplo do concreto. “Para preservar a segurança da população nós agimos rápido e retiramos parte desse material que estava no último piso que foi todo condenado pela Defesa Civil”, conta o secretário que finaliza informando a expectativa é em torno um desfecho positivo, onde a população não seja prejudicada e não corra risco.

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Texto: Wilson Junior

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