Pronatec perde 60% das vagas este ano com corte orçamentário

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Em relação ao ano passado, quando foram oferecidas mais de 2,5 milhões de vagas, houve redução de cerca de 60%.O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) oferecerá mais de 1 milhão de vagas este ano, informou o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro. Em relação ao ano passado, quando foram oferecidas mais de 2,5 milhões de vagas, houve redução de cerca de 60%.

Em audiência pública hoje (10), na Câmara dos Deputados, onde falou por quatro horas sobre programas e cortes orçamentários no MEC, ele disse que um dos grandes exemplos de corte são os das obras das universidades federais. “Obras que estão avançadas não serão cortadas, porém, as obras que deveriam se iniciar, não vamos poder iniciar. Temos que administrar uma dificuldade econômica, e vamos fazer isso da melhor maneira possível. Asseguramos o custeio para universidade e institutos federais, programas de merenda, transporte e assistência escolar, o Dinheiro Direto na Escola.” 

O anúncio foi feito em meio à greve de professores e técnicos de universidades federais, que pedem melhores condições de trabalho e reajustes de salários.

Outro programa que teve mudanças este ano foi o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O MEC adotou regras mais rígidas tanto para os estudantes que querem financiamento quanto para as instituições privadas que fazem parte do Fies, além de limitar os financiamentos concedidos.

Na segunda-feira (8), o ministro anunciou que haverá uma segunda edição este ano, e confirmou hoje que novas condições estão sendo analisadas, como a taxa de juros, a renda familiar máxima exigida aos estudantes e a possibilidade da seleção ser feita pela nota do aluno no Exame Nacional do Ensino Médio.

Segundo Janine, o MEC negociou com as instituições privadas e houve acordo sobre todas as condições, que serão anunciadas nos próximos dias. Sobre a possibilidade de aumentar os juros e o tempo de carência, ele disse que são especulações. “[A taxa de juros] não é de 6,5%. Temos várias simulações, cada uma traz determinados efeitos, temos que integrá-las para ver como funciona, mas as principais medidas não são as econômicas, são aquelas no sentido das prioridades.”

Terão prioridade os cursos com notas 4 e 5 nas avaliações do MEC e os de engenheira, saúde e formação de professores da educação básica. Alunos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, excluindo o Distrito Federal, também terão preferência. O Fies oferece cobertura da mensalidade de cursos em instituições privadas de ensino superior a juros de 3,4% ao ano. O estudante começa a quitar o financiamento 18 meses após a conclusão do curso.

No fim da audiência, membros da União Nacional dos Estudantes (UNE), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e do Programa Educação para Afrodescendentes e Carentes (Educafro) manifestaram-se contra os cortes no Orçamento. O ministro ouviu os estudantes e disse que O MEC tem forte compromisso com todas as causas apresentadas, com o ensino público de qualidade e gratuito e também com a inclusão social, especialmente dos afrodescendentes.

Agência Brasil

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